30 de jul. de 2009

Assembleia Geral do Margen remarcada para dia 6

Por falta de quórum a Assembleia Geral dos Credores do Frigorífico Margem foi remarcada para o dia de 6 de agosto (quinta-feira), no Centro de Tradições Gaúchas (CTG) de Rio Verde (GO). Ela estava agendada para a manhã desta quinta-feira (30). O credenciamento dos participantes será realizado das 8 às 9 horas e logo após, a reunião.

Para o presidente da Comissão de Pecuária de Corte da Federação da Agricultura e Pecuária de Goiás (Faeg), José Manoel Caixeta Haun, é de fundamental importância a participação do credor na assembleia, pois será nesta oportunidade que o produtor poderá votar se aceita ou não o que está documentado no Plano de Recuperação Judicial. "Este é o momento que o produtor tem para garantir a forma de seu recebimento. Ou o produtor vota ou ele só vai receber os valores conforme o frigorífico decidir", ressalta.

Segundo o advogado de credores da empresa, Ulisses Leonel Vêncio, a dívida do Margen com os credores quirografários (produtores e fornecedores) ultrapassa os R$ 92 milhões, com garantia real de R$ 269,915 milhões. "O dia 6 de agosto será o último dia para a realização da assembleia geral. Desta vez, ela será realizada independente da quantidade de pessoas presentes", alerta Ulisses.

Mudança
O Margen apresentou proposta de modificação do seu plano de recuperação judicial como a criação de uma nova empresa - a NewM S.A. - para voltar a ser viável, além da saída da família do dia a dia do negócio. Outra mudança é que os credores, em grande parte instituições financeiras, se tornariam sócios da nova empresa. (Departamento de Comunicação Sistema FAEG/SENAR)

Serviço
Assembleia Geral dos Credores do Frigorífico Margen
Local: Centro de Tradições Gaúchas (CTG), Rua Rio Grande do Sul S/N - Pq dos Buritis, Rio Verde (GO)
Hora: 8 horas

28 de jul. de 2009

Marcada assembléia geral dos credores do Margen

Marcada para esta quinta-feira (30) a Assembléia Geral dos Credores do Frigorífico Margen. O encontro será realizado às 8 horas no Centro de Tradições Gaúchas (CTG), em Rio Verde. O pedido de recuperação judicial da empresa foi deferido em janeiro deste ano pelo juiz Fernando César Rodrigues Salgado, da 2ª Vara Cível, Fazendas Públicas e Registro Público de Rio Verde.

O pedido de recuperação do Margen foi feito originalmente na 2ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais do Fórum João Mendes, em São Paulo, no fim de outubro de 2008, mas em dezembro do mesmo ano os advogados da empresa pediram a redistribuição e o processo foi para Rio Verde, onde está o principal escritório do Margen.

Está sujeita à recuperação judicial uma dívida de R$ 330,958 milhões. Desse total, R$ 13,241 milhões são credores trabalhistas, R$ 251,875 milhões com garantia real e R$ 65,842 milhões, quirografários. Segundo o presidente da Comissão de Pecuária de Corte da Faeg, José Manoel Caixeta Haun, é muito importante a presença dos credores na assembléia, pois será nesta ocasião que será definido como a empresa efetuará os pagamentos. “A voz do produtor neste caso é o voto”, acrescenta. (Alessandra Goiaz – Departamento de Comunicação do Sistema Faeg/Senar)

Contatos:

Departamento de Comunicação do Sistema Faeg/Senar
(62) 3096-2208/2248/2115

24 de jul. de 2009

Goiás - Grupo de trabalho estudará melhorias no Plano de Recuperação do Independência

Cerca de 40 produtores rurais credores do Frigorífico Independência participaram nesta sexta-feira (24) de uma reunião na sede da Federação da Agricultura e Pecuária de Goiás (Faeg), em Goiânia (GO), para discutirem junto à entidade e ao Fórum Nacional Permanente de Pecuária de Corte da CNA o plano de recuperação judicial. Dois assessores da área econômica e jurídica da CNA estiveram presentes para explicar ponto a ponto do documento. Um grupo de trabalho formado por pecuaristas e representantes das Federações de Goiás, do Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Rondônia e CNA será formado para levantar propostas de melhoria do plano.

No plano consta a prorrogação da quitação dos créditos em até três anos, com um pagamento de até R$ 80 mil e o restante dividido em 36 parcelas iguais. Segundo o presidente do Fórum, Antenor Nogueira, o plano de recuperação não beneficia o produtor-credor. “Neste documento, temos que tentar algumas melhorias como implantar datas fixas para os pagamentos e correção monetária dos valores devidos.”

Os assessores técnicos da CNA comentam que o produtor deve ficar atento para alguns itens do documento. Segundo o assessor da Comissão de Pecuária de Corte da CNA, Paulo Mustefaga, é possível que o Independência faça um pagamento de até R$ 150 mil sem comprometimento do fluxo de caixa, o que representaria a quitação do crédito com 80,69% dos credores até dezembro de 2009. Atualmente, a dívida com os produtores representa apenas 6% do montante total.

“Para os pecuaristas, o ideal seria o pagamento de 100% dos créditos à vista e reajustados monetariamente. Porém, é preciso considerar a real capacidade de pagamento da empresa em face do plano apresentado, levando em consideração os impactos econômicos decorrentes de uma possível falência da empresa”, explica.

Mustefaga recomenda que no caso de uma assembleia, o ideal é contratar uma empresa de consultoria especializada em análise econômico-financeira com foco em recuperação judicial. “É fundamental que os produtores se unam e fiquem organizados para poderem negociar em uma assembleia”, acrescenta.

O assessor jurídico da CNA, Cristiano Barreto Zaranza, alerta para as datas de pagamentos e para a adesão ao plano. Segundo ele, aos produtores que queiram aderir ao documento, é de fundamental importância deixar claro a não obrigatoriedade no fornecimento de matéria-prima, pois existe risco na interpretação do texto proposto. “A alternativa, se houver obrigatoriedade, é exigir pagamento adiantado ou à vista”, explica. Zaranza completa também que existem cláusulas no referido plano de recuperação que podem ser interpretadas de diversas formas, por isso a necessidade de muita atenção do pecuarista-credor.

Departamento de Comunicação Sistema FAEG/SENAR