24 de jul. de 2009

Goiás - Grupo de trabalho estudará melhorias no Plano de Recuperação do Independência

Cerca de 40 produtores rurais credores do Frigorífico Independência participaram nesta sexta-feira (24) de uma reunião na sede da Federação da Agricultura e Pecuária de Goiás (Faeg), em Goiânia (GO), para discutirem junto à entidade e ao Fórum Nacional Permanente de Pecuária de Corte da CNA o plano de recuperação judicial. Dois assessores da área econômica e jurídica da CNA estiveram presentes para explicar ponto a ponto do documento. Um grupo de trabalho formado por pecuaristas e representantes das Federações de Goiás, do Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Rondônia e CNA será formado para levantar propostas de melhoria do plano.

No plano consta a prorrogação da quitação dos créditos em até três anos, com um pagamento de até R$ 80 mil e o restante dividido em 36 parcelas iguais. Segundo o presidente do Fórum, Antenor Nogueira, o plano de recuperação não beneficia o produtor-credor. “Neste documento, temos que tentar algumas melhorias como implantar datas fixas para os pagamentos e correção monetária dos valores devidos.”

Os assessores técnicos da CNA comentam que o produtor deve ficar atento para alguns itens do documento. Segundo o assessor da Comissão de Pecuária de Corte da CNA, Paulo Mustefaga, é possível que o Independência faça um pagamento de até R$ 150 mil sem comprometimento do fluxo de caixa, o que representaria a quitação do crédito com 80,69% dos credores até dezembro de 2009. Atualmente, a dívida com os produtores representa apenas 6% do montante total.

“Para os pecuaristas, o ideal seria o pagamento de 100% dos créditos à vista e reajustados monetariamente. Porém, é preciso considerar a real capacidade de pagamento da empresa em face do plano apresentado, levando em consideração os impactos econômicos decorrentes de uma possível falência da empresa”, explica.

Mustefaga recomenda que no caso de uma assembleia, o ideal é contratar uma empresa de consultoria especializada em análise econômico-financeira com foco em recuperação judicial. “É fundamental que os produtores se unam e fiquem organizados para poderem negociar em uma assembleia”, acrescenta.

O assessor jurídico da CNA, Cristiano Barreto Zaranza, alerta para as datas de pagamentos e para a adesão ao plano. Segundo ele, aos produtores que queiram aderir ao documento, é de fundamental importância deixar claro a não obrigatoriedade no fornecimento de matéria-prima, pois existe risco na interpretação do texto proposto. “A alternativa, se houver obrigatoriedade, é exigir pagamento adiantado ou à vista”, explica. Zaranza completa também que existem cláusulas no referido plano de recuperação que podem ser interpretadas de diversas formas, por isso a necessidade de muita atenção do pecuarista-credor.

Departamento de Comunicação Sistema FAEG/SENAR


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