24 de nov. de 2009

Credores e Frigorífico Independência fazem acordo para o pagamento de dívidas

Pecuaristas credores e representantes das empresas Independência e Nova Carne Indústria participaram da assembleia geral, ocorrida na quinta 5 de outubro, em São Paulo, onde foi definida a forma de pagamento dos créditos devidos. Segundo o presidente da Comissão de Pecuária de Corte da Faeg, José Manoel Caixeta Haun, o acordo não foi aprovado da forma como a Federação da Agricultura e Pecuária de Goiás (Faeg) almejava, porém o resultado foi bastante favorável para os produtores credores.

Os produtores concordaram com o pagamento à vista de R$ 100 mil e os com crédito superior, receberão uma parcela de R$ 100 mil e o saldo dividido em 24 meses, sendo que na 24ª parcela a divida seria quitada, corrigida pela taxa Selic. A data do pagamento dos R$ 100 mil será até 31 de janeiro 2010, podendo ser adiada até 31 de março do mesmo ano. As parcelas remanescentes deverão ser pagas mensalmente em valores equivalentes a 2,7% do crédito de cada Credor Operacional Pecuarista. Independentemente da aplicação do percentual citado, as parcelas terão assegurado um valor mínimo de R$ 1 mil, salvo quando o saldo devedor final for inferior a esse valor, hipótese em que será pago o valor exato devido. A primeira parcela será paga no 5º dia útil do mês subseqüente ao pagamento estabelecido na última parcela.

Os credores do Frigorífico Independência estão em cinco Estados: Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Rondônia, Minas Gerais. Ao todo são 1.524 pecuaristas e uma conta a receber na ordem de R$ 194 milhões. José Manoel destaca o trabalho realizado pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), e pelas Federações de Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Rondônia e Minas Gerais, durante todo o período de negociações. As federações acompanharam todo o processo, no caso de Goiás, foram realizadas várias reuniões entre pecuaristas e representantes para informar sobre o andamento do caso e fazer avaliações das propostas feitas pela indústria. A Faeg buscou sugerir ações, ainda realiza a campanha de venda do “Gado só à vista” e sempre manteve uma postura firme, coesa e em defesa do produtor rural. A expectativa da Faeg é de que o acordo seja cumprido para que uma nova realidade de negociações entre produtores e frigorífico se estabeleça. (Karine Rodrigues - Departamento de Comunicação Faeg/Senar)

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