30 de jun. de 2009

Famato percorrerá o estado divulgando campanha

Dando sequência ao lançamento da campanha “Gado só à Vista”, a Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (Famato), inicia uma série de encontros com pecuaristas no interior do Estado, com o objetivo de orientá-los sobre a campanha e também, conscientizá-los da importância de se vender os animais somente à vista.

Com uma programação extensa, o gerente técnico da Famato Luciano Gonçalves e o consultor de pecuária de corte da entidade Luiz Carlos Meister, vão percorrer mais de oito municípios onde a pecuária e a comercialização dos animais são expressivas.

A série de encontros começa pelo hoje (30) no município de Barra do Garças. O encontro será às 19 horas, na sede do Sindicato Rural da cidade. No dia 02/07, será em Rondonópolis, no auditório do Parque de Exposições. Segundo Gonçalves, na programação estão inclusos os municípios Cáceres, Pontes e Lacerda, Tangará da Serra, Alta Floresta, Sorriso e Juara.

“Em virtude da crise da pecuária, o setor tem que buscar uma nova cultura de comercialização dos animais para evitar os calotes que vem sofrendo”, enfatizou Gonçalves.

A diretoria da Famato acredita que os pecuaristas vão aderir a campanha uma vez que o cenário econômico tem deixado o setor em situação de desconfiança com as unidades frigoríficas.

O que o setor pretende é voltar ao tempo em que o sistema de compra e venda dos animais eram articulados dentro da porteira estabelecendo uma relação de confiança. Segundo Luciano, no dia 06/07 a reunião será em Cáceres, 07/07 – Pontes e Lacerda, 08/07 – Tangará da Serra, 14/07 – Alta Floresta, 15/07 – Sorriso e 16/07 – Juara.

Assessoria de imprensa FAMATO

25 de jun. de 2009

Famato publica cartilha orientativa para pecuaristas


A Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (Famato), com o intuito de auxiliar os pecuaristas do estado a comercializar o gado de forma a não terem prejuízos, elaborou a cartilha "Orientações sobre como vender bovino sem ficar no prejuízo".

Composta de 13 páginas, a cartilha servirá como um manual orientativo ao pecuarista. Na venda à vista a Federação tem orientado o produtor para entregar os animais aos compradores só após o depósito do valor da venda na conta do credor. Outra garantia é a venda futura por meio da BM&F, através do CentroBoi da Famato.

"O tipo de venda com um dia, cinco dias, um mês ou qualquer tempo de prazo para pagar não é venda à vista", alertou o presidente da Famato, Rui Prado, durante o lançamento da campanha Gado Só à Vista, lembrando que a cultura da comercialização dos animais entre pecuaristas e frigoríficos sempre foi assim. Ele destacou que neste momento dá-se o início de quebra de paradigmas para a comercialização dos animais.

Com relação à venda a prazo, seja de um dia ou de quantos dias for, o setor reforça que o produtor deve conhecer a idoneidade do comprador, se ele tem tradição no mercado e efetuar esse tipo de negócio apenas se não houver outra alternativa de venda. O assessor jurídico da Famato, Luiz Alfeu, ressalta a importância da elaboração de um contrato de compra e venda dos animais, da exigência da nota fiscal, da Guia de Transporte Animal (GTA) e também de garantias reais de hipoteca ou penhor. “Além de serem obrigatórios na hora da comercialização, esses documentos ajudam a comprovar a efetivação da venda sem que o pecuarista fique no prejuízo por causa dos calotes”, frisou.

Na cartilha o pecuarista encontra modelos de contratos de compra e venda de gado e solicitação de embarques de animais. A cartilha está disponível no site da Famato (www.famato.org.br/site/downloads). O material também será disponibilizado, dentro de alguns dias, nos sindicatos rurais do estado.


Veja a Cartilha do Gado Só à Vista

Famato lança campanha Gado Só à Vista


A Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (Famato) realizou na manhã desta quarta-feira (24), na sede da instituição em Cuiabá, o lançamento da campanha Gado Só à Vista, que tem por objetivo conscientizar o produtor rural a negociar seu gado com maior segurança. As federações de Goiás (Faeg) e Mato Grosso do Sul (Famasul) também aderiram à campanha.

"Precisamos quebrar este paradigma de negociar só na base da confiança. Eu acredito que hoje esta é uma tendência no país e principalmente aqui em Mato Grosso, uma vez que várias empresas frigoríficas se encontram em dificuldades financeiras. Assim trará maior segurança não só para o pecuarista mas também para todo o estado, tanto no aspecto econômico quanto no social, com a manutenção de milhares de empregos que a atividade oferece", disse o presidente da Famato, Rui Prado.

Neste contexto o produtor muitas vezes passa a ser o financiador de capital de giro da industria, visto que o tempo para o pagamento denominado à vista pelas empresas frigoríficas levam em média cinco dias para ser efetuado. No caso de uma possível recuperação judicial neste período, como já houve no estado, o produtor se vê sem garantias para trabalhar e sem a recuperação dos animais que já foram abatidos.

Durante o evento foi apresentada uma cartilha contendo informações e orientações de como os pecuaristas devem agir na comercialização com a indústria no atual cenário da pecuária bovina no estado. "É preciso haver uma segurança jurídica maior com a comercialização do gado. Temos muitos exemplos de produtores que estão no prejuízo por conta da falta de um contrato. Muitas vezes o único documento que comprova a venda é a guia de trânsito", explicou o assessor jurídico da Famato, Luis Alfeu.

De acordo com o consultor de pecuária da entidade, Luis Carlos Meister, atualmente 70% das negociações estão sendo praticadas à vista, devido aos inúmeros pedidos de recuperação judicial dos frigoríficos, que determina a prática e pela adesão de algumas plantas por conta da concorrência. "Vemos que há um cenário mais otimista quanto a estas questões e essa campanha é bastante oportuna para que possamos de uma vez ajustar essa prática de comercialização equivocada".

O representante do sindicato rural de Juara, Jorge Mariano, almeja pela volta da antiga prática em vender o gado no peso da balança na fazenda, onde receberia logo após a retirada dos animais da propriedade. "Vendendo com cinco dias já está arriscado nesta crise. Desta forma poríamos também evitar prejuízos com possíveis acidentes no percurso até as plantas".

Participaram do lançamento o diretores secretário e tesoureiro, Valdir Correa e Eduardo Ferreira, o deputado federal (suplente) e presidente da Assocon - Associação Nacional dos Confinadores, Eduardo Moura, representantes da Acrimat e do Governo do Estado.

Assessoria de Comunicação FAMATO

15 de jun. de 2009

Matéria do MS Rural

Matéria do MS Rural, veiculada no último fim de semana, nos dias 13 e 14 de junho, pela filiada da Rede Globo em MS, TV Morena.

12 de jun. de 2009

Faeg lança campanha “Gado Só à Vista”

A Federação da Agricultura e Pecuária de Goiás lançou na manhã desta quarta-feira, 10, a campanha "Gado Só à Vista", na sede da entidade em Goiânia. A campanha será realizada simultaneamente com as Federações de Agricultura e Pecuária do Mato Grosso (Famato) e Mato Grosso do Sul (Famasul). As federações representam os pecuaristas dos três estados que estão no topo do ranking nacional na produção de carne.

Venda de gado somente à vista e para indústrias que não estejam devendo produtores rurais. Este é o mote da campanha com o objetivo de conscientizar os pecuaristas de que é preciso mudar as formas de comercialização com a indústria.

O presidente do Sistema Faeg/Senar, José Mário Schreiner, explicou que é preciso "Resguardar os produtores para que tenham seus recebimentos garantidos". Após reuniões regionais realizadas nos municípios de Rio Verde e cidade de Goiás pela Comissão de Pecuária de Corte da Faeg com os pecuaristas, decidiu-se, no último dia 25 de maio, organizar a campanha publicitária com a participação das outras federações do Centro-Oeste com o mesmo problema de falta de pagamentos aos produtores.

Também participaram do lançamento da Campanha “Gado Só à Vista” o presidente do Fórum Nacional de Pecuária de Corte da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), Antenor Nogueira, o secretário da Comissão de Pecuária de Corte da Faeg, José Manoel Caixeta Haun, o vice-presidente da Sociedade Goiana de Pecuária e Agricultura (SGPA), Ricardo Yano.

Importância econômica e social da Pecuária de Corte

Goiás
4º maior produtor de carne do Brasil
20 milhões de cabeças de bovinos – 70% gado de corte
4 milhões bovinos abatidos em 2008
Cerca de 914 mil toneladas de carne produzidas em 2008
Mais de 173 mil toneladas de carne exportadas em 2008
Com rendimentos de cerca de 692 milhões de dólares em exportações de carne em 2008
Gera mais de 40 mil empregos diretos
Contribui com R$ 4 bilhões para o montante do valor bruto da produção agropecuária do estado.

Mato Grosso
1º maior produtor de carne do Brasil
26 milhões de cabeças de bovinos – 98% gado de corte
4 milhões de bovinos abatidos em 2008
Cerca de 950 mil toneladas de carne produzidas em 2008
Cerca de 230 mil toneladas de carne exportados em 2008
Com rendimentos de cerca de 640 milhões de dólares em exportações de carne em 2008
Gera cerca de 40 mil empregos diretos

Mato Grosso do Sul
3º maior Produtor de Carne do Brasil
21 milhões de cabeças de bovinos – 85% gado de corte
3 milhões de bovinos abatidos em 2008
Cerca de 712 mil toneladas de carne produzidas em 2008
Cerca de 290 mil toneladas de carne exportadas em 2008
Com rendimentos de cerca de 800 milhões de dólares em exportações de carne em 2008
Gera cerca de 50 mil empregos diretos.

Departamento de comunicação FAEG

Campanha “Só à vista” tem início; risco de vender boi a prazo é alto, alerta a FAMASUL


Uma mudança de paradigma. É o que propõe a campanha “Só à vista” lançada nesta terça-feira (9 de junho) pela Federação de Agricultura e Pecuária de Mato Grosso do Sul, a FAMASUL. A iniciativa é parceria com as Federações de Agricultura de Mato Grosso e Goiás. Em Mato Grosso do Sul conta com apoio da Associação dos Criadores de Mato Grosso do Sul e dos sindicatos rurais. O presidente da FAMASUL, Ademar Silva Júnior, lembrou que o momento é delicado e que os pecuaristas que vedem a prazo estão assumindo um grande risco.

Analistas de mercado de todo o País têm apresentado dados comprovando que a situação do grupo Independência, em processo de recuperação judicial, não é isolada e que outros grandes grupos podem entrar em situação de insolvência também por falta de capital de giro.

O presidente da Associação dos Criadores de Mato Grosso do Sul, Acrissul, Francisco Maia, não acredita que os frigoríficos tenham dificuldades para comprar animais à vista e toma como exemplo o caso do Independência, onde somente 10% da dívida do grupo são com os produtores. Além disso, com o pagamento à vista o preço do boi gordo tende a cair e, caso os frigoríficos repassem ao consumidor o consumo pode aumentar.

Em conversa com o presidente da FAMASUL, o presidente da Assocarne (Associação dos Frigoríficos de Mato Grosso do Sul), João Alberto Dias, disse que hoje a maioria dos estabelecimentos de pequeno e médio porte já paga à vista. A entidade representa 22 indústrias de Mato Grosso do Sul – com escalas de abate de até mil animais ao dia. O presidente da Comissão Estadual da Pecuária de Corte, pela FAMASUL e do Sindicato Rural de Campo Grande, José Lemos Monteiro, destacou que entre os pecuaristas a comercialização do gado magro à vista já praxe.

Tanto Ademar Silva Júnior, quanto Francisco Maia enfatizaram que o risco do pecuarista em financiar as indústrias frigoríficas é muito alto. De agosto do ano passado a fevereiro deste a dívida acumulada dos frigoríficos com pecuaristas de Mato Grosso do Sul passava dos R$ 93 milhões, correspondentes a 91 mil cabeças, segundo levantamento do Sindicato Rural de Campo Grande

Na próxima sexta-feira, dia 12 de junho, haverá um encontro de lideranças na FAMASUL com participação de representantes dos 68 Sindicatos Rurais de Mato Grosso do Sul. Na ocasião eles receberão informações e passarão a ser multiplicadores da campanha “Só à vista”.

Sato Comunicação
www.satocomunicacao.com.br

Venda de rebanho bovino a prazo pode ser extinta no Centro-Oeste

Os estados do Centro-Oeste do Brasil juntaram forças para defender a ideia de uma nova comercialização do rebanho bovino, mais justa, com menos riscos e “Só à Vista”. A campanha, liderada em Mato Grosso do Sul pela Federação da Agricultura e Pecuária do Estado – FAMASUL, é feita em parceria com as Federações de Mato Grosso (FAMATO) e Goiás (FAEG). Os três estados terão campanha em rádio, televisão, sites, veículos impressos e outdoors que orientam o produtor rural a não vender a prazo, muito menos para frigoríficos em processo de recuperação judicial.

A decisão do lançamento da campanha foi tomada após reunião em Goiânia, no último dia 25 de maio. Os produtores começaram a restringir a oferta de animais e a indústria sentiu os reflexos do movimento em suas escalas de abates.

Desde o final de outubro do ano passado, quando os reflexos da crise mundial começaram a abalar setores econômicos nacionais, os pecuaristas foram envolvidos pelos problemas da recessão. O gado fornecido pelo produtor à indústria para abate não foi pago. Uma série de pedidos de recuperação judicial de grupos frigoríficos começou a se espalhar pelo país.

Frigoríficos pararam suas operações, funcionários foram demitidos e credores não pagos. Somente nos três estados do Centro-Oeste são mais de 40 indústrias que estão paradas, encerraram atividades ou estão em recuperação judicial.

É a indústria que coloca o preço no gado do pecuarista e que diz a ele quando vai pagar. Sem contar o fato de que nas relações comerciais entre indústria e pecuarista, comumente, não são utilizados instrumentos garantidores do recebimento do gado fornecido.

“Quando vamos vender uma propriedade, um equipamento, não vendemos sem o mínimo de garantias. Mas, um boi que leva cerca de três anos para chegar ao ponto de abate, comercializamos de forma simplória e sem garantias jurídico-comerciais”, diz o presidente da FAMASUL, Ademar Silva Junior.

Ademar explica que a assessoria jurídica da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil - CNA está estudando instrumentos reais que o produtor possa utilizar como forma de garantia ao gado comercializado com o frigorífico. Um dos estudos que está sendo realizado é em relação à viabilidade da nota promissória rural, por exemplo.

Para o presidente da FAMATO, Rui Prado, é hora de mudanças de paradigmas. “Quem tem que dar prazo aos frigoríficos são os bancos e o não produtor. Se o frigorífico precisa de capital de giro naquele mês, que recorra ao agente financeiro. Mas, parece que virou obrigatoriedade o pecuarista ter de ceder seu capital de giro à indústria”, comenta.

Prado admite que se trata de um processo de transição de costumes de mercado e como toda mudança os pecuaristas precisarão de um tempo para absorvê-la. Mas é consenso entre os titulares das Federações dos estados do Centro-Oeste o fato de que, após essa crise, não será mais admissível relações comerciais tão frágeis como as travadas atualmente.

Fundo garantidor

Uma das propostas também defendida pelas três Federações é a criação de um Fundo Garantidor da Pecuária de Corte. A viabilidade da proposta ainda vem sendo estudada, mas consiste na criação de um fundo que permita o pagamento de credores em casos de problemas com a indústria como os vividos atualmente. Ele funcionaria da seguinte forma. A cada montante de recursos obtidos pela indústria em agentes financeiros federais, um porcentual seria destinado ao fundo que serviria de lastro. Com o fundo, seria possível consolidar e fortalecer as alianças mercadológicas entre os elos do setor.

A diferença do sul

No Rio Grande do Sul, até 1970 o gado era vendido “a olho”, de acordo com a Federação de Agricultura do estado, a Farsul. As coisas mudaram por lá, e o preço do animal é definido por meio de uma conta simples: peso x preço do quilo vivo, que gira em torno dos R$ 2,60. A arroba não é usada, e o peso é conferido na balança que a maioria dos pecuaristas tem na propriedade.

As marchanterias - pequenos abatedouros municipais ou estaduais – tomam conta de 50% do mercado no RS, o que torna o mercado interno forte. Apenas um frigorífico, com quatro plantas, exporta carne para a União Europeia.

Sato Comunicação com FAEG e FAMATO