20 de abr. de 2010

Programa Boi na Bolsa é lançado em Goiânia


Cerca de 200 produtores rurais participaram do lançamento do programa Boi na Bolsa, realizado na sede do Sistema Faeg/Senar, nesta terça-feira (20). Trata-se de uma nova ferramenta que permite ao produtor comercializar eletronicamente boi gordo no mercado físico e ter segurança de recebimento pela matéria-prima entregue à indústria.

O programa é um convênio entre a Federação da Agricultura e Pecuária de Goiás (Faeg), Federação da Agricultura e Pecuária do Mato Grosso (Famato), Federação da Agricultura e Pecuária do Mato Grosso do Sul (Famasul) e Federação da Agricultura e Pecuária do Pará (Faepa) com a Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM&F/Bovespa) e a Bolsa Brasileira de Mercadorias (BBM). Juntos esses quatro estados do centro-norte do país representam mais 50% do rebanho bovino do País. O evento - aberto oficialmente pelo presidente do Sistema Faeg/Senar, José Mário Schreiner - contou com a presença do diretor de Commodities da BM&F/Bovespa, Ivan Wendekin e do o vice-presidente da BBM/CRO Goiás, Edson Barcellos.

Segundo Barcellos a bolsa já tem toda a estrutura pronta para realizar os negócios. O programa funcionará como um mecanismo de garantia, ao produtor, de recebimento antecipado pelos animais fornecidos aos frigoríficos. De acordo com o presidente da Comissão de Pecuária de Corte da Faeg, José Manoel Caixeta Haun, a Central do Boi sediada na Federação fará a ponte entre o pecuarista interessado em ofertar animais na bolsa e as corretoras participantes do Programa. A Central levantará todas as informações sobre os animais, os dados do ofertante e o valor de venda da arroba sugerido pelo produtor e repassará às corretoras. Os animais serão ofertados no pregão eletrônico no mercado regional e nacional.

Haun explica que a vantagem desta modalidade de comercialização é a garantia do recebimento. Ele explica que quando o negócio é fechado, o frigorífico deve repassar à bolsa 90% da quantia negociada três dias antes do embarque dos animais na fazenda. Após o abate, a indústria repassa os outros 10% restantes. “Dessa forma, o pecuarista tem a certeza de que o pagamento pelos animais fornecidos está garantido”, ressalta Haun.

Segundo o presidente do Sistema Faeg/Senar, o programa Boi na Bolsa é o primeiro passo de um grande processo de evolução da cadeia pecuária brasileira até chegar a venda do boi, considerando o peso vivo na fazenda. “O comércio no Brasil é completamente diferente do resto do mundo e queremos padronizar essa comercialização”, ressalta.

O diretor de Commodities da BM&F/Bovespa, Ivan Wedekin, disse que essa é uma nova alternativa de comércio para produtores e para os frigoríficos se abastecerem. Segundo ele a adesão tanto de pecuaristas quanto dos frigoríficos é livre. E o preço praticado nessa modalidade de negócio não é determinado por nenhuma das partes, mas seguirá a lei da oferta e da procura. O presidente da Associação Brasileira de Frigorífico, José João Stival, explica que o programa poderá contribuir com ambas as partes. Ele ressalta que o Boi na Bolsa apresenta um viés positivo para os dois lados da cadeia - indústria e produtor.(Texto: Karine Rodrigues e Fotos: Marcus Vinicius - Departamento de Comunicação Integrada - Sistema Faeg/Senar)

Um comentário:

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